Reforma tributária: o que muda na rotina dos escritórios contábeis
A transição para o IBS e a CBS redesenha apuração, obrigações acessórias e precificação de serviços. Entenda o cronograma e o que preparar agora no seu escritório.
O que muda na prática para o escritório contábil?
A substituição de cinco tributos por IBS e CBS altera o regime de apuração, o modelo de crédito e o layout das obrigações acessórias. Na prática, o escritório precisa revisar o plano de contas dos clientes, reconfigurar o sistema de emissão fiscal e recalcular o custo de cada serviço prestado, porque o tempo de execução muda.
Qual é o cronograma de transição?
A transição é escalonada e convive com o sistema antigo por vários exercícios. Isso significa operar dois regimes em paralelo: o escritório mantém a apuração atual enquanto já cumpre as novas obrigações. É o período de maior risco operacional de toda a reforma, e o que mais exige revisão de processos internos.
Três frentes para organizar agora
Sistemas. Confirme com seu fornecedor o cronograma de adequação. Um sistema que se adeque tarde transfere o problema inteiro para a sua equipe.
Cadastros. Classificação fiscal incorreta, que hoje gera divergência, no novo modelo pode quebrar a cadeia de crédito do cliente. Revisar cadastro deixou de ser higiene e virou prevenção.
Contratos. Se o escopo do serviço cresce, a precificação precisa acompanhar. Reveja os contratos antes da virada, não depois.
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